Segurança na higiêne de seu Ambiente Profissional Blumenau Santa Catarina

Segurança na higiêne de seu Ambiente Profissional Blumenau Santa Catarina
Limpeza e Segurança, Kimberly Clark e Ecolab

quinta-feira, 24 de março de 2011

Tatuadores os Cuidados a ser Tomados

Até bem pouco tempo, o assunto tatuagem era ignorado pela medicina. Hoje já existe uma série de regras que visam deixar o procedimento mais seguro e evitar problemas graves como alergias, intoxicações e até queimaduras. A norma mais recente ficou em discussão por mais de três anos e só em fevereiro saiu do papel.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que todas as tintas usadas pelos estúdios precisam ter registro sanitário, assim como o restante dos materiais, como agulhas e jatos. Até então, não havia nenhuma regulamentação quanto às tintas. Por conta disso, pigmentos usados para pintar carros, tinta de caneta e até substâncias tóxicas e excessos de metais podiam frequentar os salões dos tatuadores.
“Eu acho ótimo que essa regulamentação tenha saído. As pessoas agora podem procurar profissionais de qualidade, que usam materiais certificados e coibir muita coisa errada que tem por aí, como o uso de tintas automotivas, por exemplo”, afirmou Sérgio Maciel, o Led’s, um dos tatuadores mais conhecido de São Paulo. “Tatuagem é arte, mas também é saúde. Não dá para estas duas áreas andarem separadas.”
A nova regulamentação da Anvisa sobre o registro das tintas entrou em vigor há quase quatro meses e, até agora, apenas uma empresa conseguiu o aval sanitário, informou a agência. Uma outra está em fase de análise e todos os aspectos técnicos são analisados.
Para o diretor do Sindicato dos Tatuadores, Rodrigo Pires Cardozo (do Rodrigo Tatoo Clinic, em Mogi das Cruzes, São Paulo), as regras sanitárias só seriam válidas se viessem acompanhadas da regulamentação da profissão. “É válido a Anvisa se preocupar com a qualidade dos materiais utilizados, mas é ainda mais urgente a profissão sair da informalidade”, acredita Cardozo. “Nós que trabalhamos certinho sofremos com a concorrência desleal de pessoas que saem por aí tatuando sem a menor preocupação com higiene e colocam em risco a população”, disse, acrescentando que, com a profissão regulamentada, os interessados em fazer tatuagens precisariam passar por cursos de capacitação de biossegurança, entre outros. Um projeto de lei está em andamento para regularizar a profissão.

Preços mais baratos
O primeiro indício da tatuagem perigosa é o preço muito barato. Por isso são os próprios tatuadores que orientam uma pesquisa de mercado antes de cair em alguma armadilha. O valor do trabalho também pode ser influenciado pela utilização de tintas de procedência não garantida, então vale questionar este aspecto antes de escolher o desenho.
Além do certificado das tintas, o Departamento de Direito de Defesa do Consumidor, ligado ao Ministério da Justiça, orienta que é preciso verificar se o espaço é liberado pela vigilância municipal pra funcionar, observar a higiene do tatuador e o uso de máscaras e luvas. Além disso, vale fazer um check-up da própria saúde antes de recorrer às tatoos.
As dicas da Anvisa e do Ministério da Justiça para a tatuagem
Antes de fazer a tatuagem verifique
- Se o local está limpo e organizado
- Se há aviso por escrito quanto aos riscos causados pelo material e/ou substâncias
- Se o profissional lava as mãos com água e sabão, seguido de aplicação de álcool a 70%
- Se é realizada a limpeza da pele do cliente com água potável e sabão líquido, seguida de aplicação de antisséptico (álcool a 70%, PVPI), entre outros
- Se o profissional utiliza luvas descartáveis e máscara no momento da realização do serviço
Lembrete: Tatuagem e colocação de piercing somente poderão ser feitos em menores de idade com autorização dos pais
Observações quanto aos materiais:
- As agulhas para colocação do piercing ou aplicação da tinta de tatuagem, lâminas ou aparelhos para raspagem de pêlos devem ser descartáveis
- Outros materiais que não são descartáveis deverão estar limpos e desinfetados com álcool 70%
- A tinta utilizada na tatuagem não pode ser tóxica e deve ser registrada na Anvisa
- Os materiais utilizados devem estar guardados em local limpo, organizado, fechado e sem umidade
Antes de fazer a tatuagem peça ao seu médico testes de:
- Aids
- Hepatites B e C
- Tétano
- Sífilis
Não devem fazer tatuagens pessoas que têm:
- Sangramentos intensos (hemorragias)
- Infecções graves
- Comprometimento das vias aéreas superiores (dificultando a respiração e a fala)
- Fratura dental com traumas na mucosa, gengiva e céu da boca
- Inflamações crônicas e quelóides

domingo, 20 de março de 2011

Tatuadores Segurança É Sempre Melhor

Riscos de saúde

Como em qualquer “operação” que exige a utilização de equipamentos estéreis, agulhas e o contacto próximo com o corpo humano, existem sempre riscos de saúde, principalmente se não forem seguidas as normas de higiene e segurança adequadas.
  • Infecção: uma vez que o equipamento utilizado para efectuar as tatuagens recorre a agulhas e tintas, que juntas penetram a pele, existem elevadas probabilidades de essas entrarem em contacto com o sangue ou outros fluidos corporais o que, por sua vez, significa o risco de infecção se não forem esterilizados ou se forem utilizados em mais do que uma pessoa. As infecções mais comuns são o herpes, tétano e infecções fungais, aos quais se juntam alguns tipos de hepatite e tuberculose e, em casos mais extremos e raros, o VIH. 
  • Reacções alérgicas: embora pouco comum, o corpo pode ter uma reacção alérgica a uma tatuagem, mais precisamente às tintas utilizadas, algumas das quais contêm vestígios metais (sendo as vermelhas e as verdes as mais “perigosas”). Estas reacções alérgicas podem manifestar-se das seguintes formas: inchaço, comichão e libertação de um líquido transparente (sérum). Existe ainda uma probabilidade mínima de anafilaxia – uma reacção alérgica rápida e grave que se manifesta através da diminuição da pressão arterial, taquicardia e perturbações na circulação sanguínea. O choque anafiláctico é a forma mais grave da anafilaxia e, se não for tratado atempadamente, pode terminar em morte.
  • Cicatrizes: se o tatuador trabalhar a pele de forma demasiada severa ou muito profundamente, o resultado pode ser a formação de cicatrizes que podem apresentar-se salientes e irregulares, provocando uma comichão contínua.

Tatuar com segurança

Para não correr quaisquer dos riscos acima descritos, existem algumas coisas que pode e deve fazer antes de ser tatuado, sendo o mais importante a obtenção de boas referências relativamente ao local onde irá fazer a tatuagem. Logo que esteja no estúdio e nas mãos do tatuador, existem ainda vários outros pormenores aos quais deve estar atento.
  • O estúdio de tatuagem deve estar imaculadamente limpo, exibindo um ambiente estéril e higiénico. Deve conter recipientes próprios para acolher utensílios, agulhas e luvas susceptíveis de risco biológico (uma vez que entraram em contacto com sangue ou outros fluidos corporais). O espaço deve ainda dispor de um local apropriado para desinfecção, com água fria e quente.
  • Informe-se sobre os métodos de limpeza e de esterilização que utilizam nos seus equipamentos. Dispõem de uma autoclave (aparelho próprio que esteriliza equipamento através de calor húmido sob pressão) ou recorrem à desinfecção manual com substâncias próprias? Todo e qualquer equipamento que não possa ser submetido à autoclave, deve ser desinfectado com detergentes próprios para o efeito.
  • O tatuador deve lavar as suas mãos e a área a tatuar antes de começar. Deve ainda utilizar luvas durante todo o procedimento, limpando frequentemente a zona do corpo onde trabalha, até terminar. Também as luvas devem ser novas e descartáveis.
  • Certifique-se que o tatuador abra as embalagens das agulhas à sua frente. Estas devem estar embaladas individualmente e utilizadas apenas uma vez.
  • Certifique-se que o tatuador utilize embalagens frescas de tinta, abrindo-as à sua frente.
  • Se o tatuador sair da sua beira durante o processo de tatuagem (seja para atender o telefone ou outro cliente, por exemplo), quando voltar peça-lhe para calçar um par de luvas fresco.
  • As áreas de trabalho às quais o tatuador terá acesso durante o processo de tatuagem devem estar cobertas com plástico transparente, para evitar o risco de contaminação cruzada, uma vez que as suas luvas já estiveram em contacto com vários objectos e, sobretudo, com a sua pele.
  • Se tem a pele sensível e/ou receio de uma possível reacção alérgica, converse com o seu tatuador. Em muitos estúdios é possível efectuar um teste prévio da tinta para assegurar que não existirá qualquer reacção dermatológica ou alérgica uma fez feita a tatuagem.
  • Se for alérgica a látex, informe o tatuador, pedindo-lhe para não utilizar esse material (nomeadamente, as luvas) durante o processo de tatuagem.
  • Se não toma a vacina do tétano há mais de dez anos, faça-o antes de ser tatuado.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Importante Restaurantes

É fundamental para um restaurante proporcionar aos clientes o bem estar durante susas refeições. Antes mesmo do cliente entrar em seu restaurante sua opção de escolha está associada às ferramentas de marketing que seu estabelecimento utiliza para atrair o cliente. Seja uma bela placa de publicidade, seja com promoções especiais ou divulgação por toda região. Mas é possível realizar marketing para seu cliente mesmo ele já estando dentro do seu restaurante. Como? Um bom atendimento, refeições servidas em tempo hábil com boa apresentação e temperatudo, música agradável, limpeza do ambiente e várias outras características como essas encatam o cliente e provavelmente ele passará está experiência adiante.
Muitos clientes já devem ter se perguntado como é a cozinha do restaurante que ele costuma frequentar. Por mais reservada que a cozinha posso estar em um restaurante ela deve estar preparada para a visita de um cliente, afinal, ele tem o direito de conhecer o local onde são produzidos os pratos que lhe proporcionam tanto prazer. E porque não encantar o cliente com uma cozinha aberta ao público mostrando toda sua equipe produzindo fervorosamente?
Foi pensando nisso que muitos restaurantes resolveram se antecipar aos desejos dos clientes e expor sua cozinha para eles. É um desafio muito grande para os restaurantes mostrarem para seus clientes todo o processo de produção, mas a ousadia pode lhe custar caro se o seu estabelecimento não estiver preparado para isto. Portanto seguem dicas valiosas para você não errar nesta escolha:
  • Não basta colocar uma linda vitrine na sua cozinha para que os clientes observem o trabalho. Mantenha o vidro impecavelmente limpo e principalmente sem manchas de gordura.
  • Todas as cozinhas tem lixeiras para armazenar o lixo, a sua não será diferente, mas evite que as lixeiras estejam visíveis para o cliente.
  • Limpeza é essencial. Realize limpezas periódicas durante a operação. O piso, fogão e bancadas devem ser sempre limpos após cada atividade.
  • Panelas devem estar sempre limpas, sem acúmulo de resíduos de gordura deixando os cantos e suporte escuros.
  • Sua equipe deve estar preparada para o público. Uniformes limpos e cuiados pessoais como barba, unhas, touca no cabelo são obrigação independente de sua cozinha ser aberta ou fechada.
  • Posicione a vitrine próximo à bancada de finalização dos pratos. Assim os clientes verão a arte final sendo realizada.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Academias Local de saúde ou proliferação de doenças?

Você vai à academia para ficar sarado? Pois pode sair de lá doente, se não tomar cuidados com a limpeza dos equipamentos. Pesquisa desenvolvida no Centro Integrado de Diagnóstico da Universidade Gama Filho (UGF) em estabelecimentos das zonas Norte e Oeste alerta para a presença de micróbios nos aparelhos destinados aos exercícios físicos.
Após coleta de 27 amostras em colchonetes, selins de bicicletas e outros equipamentos, o estudo coordenado pelos pesquisadores João Carlos Tórtora e Adriana Pereira detectou a existência de indicadores de contaminação em 44,4% das análises. Fungos, vírus e bactérias — como coliformes fecais — foram encontrados em grandes concentrações em alguns equipamentos. “Chegamos a diagnosticar mais de 1.600 micro-organismos por cm² em alguns selins”, revela João Carlos, lembrando que a concentração de 100 bactérias ou fungos por cm² já é considerada carga microbiana excessivamente alta.
O ambiente normalmente fechado das academias e o suor proveniente da atividade física colaboram para a proliferação dos micro-organismos. “O ideal é que cada um tenha um colchonete, uma capa de selim e ainda tome banho antes e depois das atividades. Os equipamentos também precisam ser limpos com hipoclorito de sódio (água sanitária) ou álcool a cada utilização”, frisa o estudioso.
Conjuntivite, infecções intestinais, faringite, micoses e piodermites (furúnculos) são algumas das infecções que podem ser contraídas pelo contato. Nas academias da cidade, não é raro encontrar quem já tenha passado pela experiência desagradável. “Sempre fui adepta de esportes. Antes de me formar professora de Educação Física, passei por vários lugares e, em muitos, a limpeza não era a ideal. Cheguei a contrair micose nas costas e na barriga após aulas de abdominais sobre colchonetes”, revela uma das sócias da Academia Flex Gym, na Tijuca, Débora Ribas, 28.
Atualmente, uma das principais preocupações de Débora é justamente a limpeza de sua academia. Ela e a sócia, Ana Maria Dalbello, compram produtos especiais, utilizados em limpeza hospitalar, para a higiene do local. “Gastamos R$ 300 por cada galão de 5 litros. O produto não tem cheiro e é feito à base de hipoclorito de sódio”, conta.
A limpeza da Academia Delfim, também na Tijuca, foi um dos fatores que levaram o empresário Paulo Peixoto, 49, a escolher o local para fazer suas atividades físicas. “Malho há mais de 20 anos, passei por oito academias. Já vi muita falta de higiene. E sempre tive a preocupação de limpar os equipamentos antes de utilizá-los”, explica.
Segundo João Carlos Tórtora, a vida útil dos panos utilizados na descontaminação dos aparelhos e colchonetes é de aproximadamente seis horas. “O ideal é que as academias oferecessem papéis-toalha descartáveis com álcool. Como isso não ocorre, a troca dos panos deveria ser feita duas vezes por dia ou a cada três utilizações”, afirma.
Falta de regulamentação específica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que determine limites toleráveis de contaminação ainda é o principal desafio a ser superado. Segundo a Anvisa, a orientação é para que as academias tenham instalados borrifadores com álcool perto dos aparelhos. “Fazemos apenas fiscalizações e investigações sobre as condições de higiene”, informou, em nota, a assessoria de imprensa da Anvisa.
A pesquisa da Universidade Gama Filho não foi autorizada em diversas academias da cidade sob a alegação de que elevada contaminação poderia ser encontrada, dada a impossibilidade de manter equipamentos e aparelhos limpos na existência de um grande fluxo de usuários.
Homens resistem ao hábito da limpeza
A limpeza dos aparelhos e colchonetes antes e depois da utilização ainda é vista com certo preconceito por muitos homens que frequentam academias. Alguns afirmam não ter qualquer preocupação com a higiene dos equipamentos, mesmo conhecendo os riscos de contrair doenças de pele. “Não tenho o costume de limpar nada. Acho tudo isso uma grande frescura”, opina André Caetano, 25, professor de Educação Física.
Entre as mulheres, a realidade é diferente, principalmente para as que realizam atividades aeróbicas. “Saio da aula de ginástica localizada para o salão de musculação. Imagina se eu não limpasse os aparelhos antes e depois de usar! Estaria me expondo a um elevado risco de contaminação”, sabe a estudante Daniela Gomes, 23.
Para a esteticista Estela Rosa, da Clínica Nova Estética, no Largo do Machado, a realidade verificada nas academias retrata a pouca ou nenhuma preocupação dos homens com a saúde da pele. “Estamos diante de uma questão cultural. Na clínica, por exemplo, a cada 10 clientes, apenas um é do sexo masculino, e a procura ocorre sempre em casos extremos”, relata. Nas clínicas de estética, o tratamento mais procurado por homens é o de face, seja para terminar com manchas, cicatrizes ou acne.
Para solucionar esse problemas a Ecolab tem um produto especial, chamado movadol, em uma futura materia falaremos nele.

quarta-feira, 2 de março de 2011

A Cozinha merece uma atenção especial

A cozinha é um dos locais que merece atenção especial em relação à higiene. A não observação dos cuidados básicos de higiene em uma cozinha pode levar a diversas doenças transmitidas por alimentos contaminados. 
1. Limpe diariamente a cozinha com vassoura e pano úmido, evitando assim qualquer contato entre alimentos e poeira.
2. Fique atento aos principais pontos pelos quais os insetos podem penetrar na cozinha: janelas, ralos e portas. Vede os ralos e mantenha-os sempre limpos, para as portas uma borracha de vedação pode ser bastante útil.
3. Reserve um destino único para cada pano que for utilizar na cozinha. Por exemplo, o pano de chão nunca deve ser utilizado para limpar os pratos, o fogão ou a geladeira. Lave-os sempre separadamente, com água sanitária. Cuidado com os panos de prato, não devem ser utilizados para secar as mãos ou parar qualquer outra finalidade, destina-se, única e exclusivamente, à limpeza dos pratos e utensílios em que os alimentos serão servidos.
4. Limpe os utensílios da cozinha logo após ao uso, para que os resíduos alimentares e gorduras não se transformem em focos de contaminação.
5. Mantenha os azulejos e pias livres de qualquer resíduo alimentar ou outras sujeiras. Lave semanalmente os azulejos e janelas da cozinha.
6. Após o preparo de refeições, lave adequadamente – produtos de limpeza misturados com água na proporção indicada pelo fabricante – o piso da cozinha.
7. Limpe semanalmente a caixa de gordura da cozinha, utilizando água em ebulição.
8. Limpe semanalmente a geladeira, o freezer, quinzenalmente. Após enxágüe, utilize um pano limpo embebido em uma mistura de água e vinagre.
9. Cuidado com a água que utiliza nas pias. A rede de tubulação deve estar livre de vazamentos e outros defeitos, a caixa d’água deve ser lavada 1 vez ao ano (residências) ou semestralmente (restaurantes, fábricas etc).
10. Mantenha o cesto de lixo sempre tampado. Lave-o diariamente. Utilize sacos plásticos descartáveis.
11. Limpe o fogão após usa-lo.

Atenção:

1. Este artigo é baseado em informações obtidas em:
alobebe.com
jfservice.com



domingo, 27 de fevereiro de 2011

Com Higiêne Não se Brinca

Higiene!

Defini-se como sendo um conjunto de práticas realizadas de forma constante visando proporcionar benefícios ao homem. De forma mais simplificada, higiene pode ser considerada o ato de retirar impurezas de um corpo, objeto ou local, ou seja, limpeza e asseio. Mas, em um sentido mais amplo, ela engloba todos os hábitos e condutas padronizadas que possam auxiliar a prevenir doenças e a manter a saúde do homem, seja individual ou coletivo. 
Portanto, em um ambiente de elaboração de alimentos, ou seja, em uma cozinha, a higiene se faz necessária não somente nos alimentos elaborados e na matéria-prima que os compõe, mas também em todos os elementos envolvidos nesse ambiente. Assim, a busca por melhorias nos padrões de higiene adotados na cozinha deve ser constante. Assim sendo, a higiene corporal, higiene dos alimentos, higiene dos utensílios e equipamentos, higiene do local de trabalho, periodicidade de limpeza, etapas obrigatórias no processo de higienização ambiental, produtos permitido para desinfecção e produtos de limpeza.
Normas de higiene pessoal:
O profissional da cozinha deve ter muito cuidado com relação à higiene e a apresentação pessoal. A apresentação depende dos hábitos de higiene pessoal que o profissional pratica diariamente. 
Lembrete: a higiene pessoal colabora para a manutenção da própria saúde. Assim, o profissional de cozinha deve obedecer aos princípios de higiene que lhe asseguram o bom desempenho profissional. 
Estética e asseio:
Podemos relacionar cuidados indispensáveis, como banho diário, cabelos limpos e protegidos, barba feita diariamente e bigode aparado, unhas curtas, limpas e sem esmalte ou base, uso de uniformes limpos, uso de desodorante sem perfume ou suave, maquiagem leve, não usar bijuterias, relógios ou acessórios.
Higiene das mãos:
O profissional da cozinha deve lavar as mãos sempre que: chegar ao trabalho, utilizar os sanitários, tossir, espirrar ou assuar o nariz, usar esfregões, panos ou materiais de limpeza, fumar, recolher o lixo e outros resíduos, tocar em sacarias, caixas, garrafas e sapatos, pegar em dinheiro, houver interrupção do serviço, iniciar um novo serviço, tocar em utensílios higienizados, colocar luvas. Lavar as mãos e os antebraços com sabão neutro e secar com papel toalha.
Uniformes:
O profissional da cozinha deve se preocupar em estar com: os uniformes completos, de cor clara, bem conservado e limpo, e com troca diária e utilização somente nas dependências, sapatos fechados e limpos, com trocas diárias das meias.
Higiene dos alimentos:
Deverá ser feita conforme estabelece os princípios de segurança alimentar, ou seja, de acordo com as normas de boas práticas de fabricação dos alimentos, recomendadas pela ANVISA. Manter as mãos sempre lavadas na distribuição dos alimentos, não tocar nos alimentos com ferimentos nas mãos, pegar os alimentos com as mãos somente quando necessário (utilizar os utensílios – pagadores – para isso), conservar os alimentos cobertos, não falar, tossir ou espirrar em cima dos alimentos, lavar legumes e frutas em água corrente, nuca usar alimentos com o prazo de validade vencido.
Equipamentos, móveis, utensílios e acessórios:
Após o uso, lavar bem os equipamentos e utensílios com água e sabão neutro, sem deixar resíduos nos cantos; usar somente utensílios e equipamentos bem lavados; desinfetar com água clorada os utensílios que não são lavados em máquina e guardá-los limpos e secos em prateleiras; separar os utensílios usados no preparo de alimentos crus (tábua, facas etc) dos usados para alimentos cozidos; esfregar bem as tabuas com escova e sabão.

Higiene do local de trabalho:
Lavagem do local (piso, teto, parede, etc) com água e sabão ou detergente, enxágüe, desinfecção química: deixar o desinfetante em contato por no mínimo 15min; varrer a seco, fazer uso de panos para secagem de utensílios e equipamentos, usar escovas, esponjas ou similares de metal, nunca usar os mesmos utensílios e panos de limpeza utilizados em banheiros e sanitários. 
Periodicidade da limpeza:
Diariamente, diariamente ou de acordo com o uso, semanalmente, quinzenalmente, mensalmente e semestralmente.
Tipos de produtos e/ou utensílios de limpeza:
Sabões, detergentes, limpa-fornos, limpadores desoxigenantes, salmoura, pedra-pome, sapólio, lixas, álcool, soda-caústica, querosene. Vassoura, esfregão e rodo, baldes, esponjas, panos, escovas de fibra dura e sintética. 
Fonte: CPT - Curso Básico de Cozinha

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Higiene em Tatuagem e Piercing

Esta norma técnica é parte de um conjunto de ações desenvolvidas no ano de 2004, com a proposta de elaborar um documento básico de racionalização da escolha e do uso dos produtos e métodos para processamento de artigos e superfícies em clínicas de tatuagem e piercing.

Este trabalho é baseado nas normas de procedimentos em estabelecimentos de saúde, que foram elaboradas com a participação de técnicos da área de assistência e gerenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e de profissionais da indústria. O conteúdo descreve métodos físicos e químicos do processamento de artigos e superfícies e de algumas substâncias em clínicas de tatuagem e piercing, além de mostrar um resumo rápido do procedimento de tatuagem e piercing em si.

Assim, tem-se como objetivo proporcionar aos profissionais a possibilidade de esclarecer dúvidas , bem como colocar em prática as especificações apresentadas, optando pelo que melhor se adapte às condições de cada clínica.

Durante anos as profissões de tatuador e de bodypiercer vêm ficando á margem e até mesmo numa certa clandestinidade, por não terem uma regulamentação e fiscalização adequada.



Com o crescimento do setor temos a necessidade de formalizar os procedimentos, até porque o número de pessoas que se colocam dia a dia neste mercado é muito grande, e há um grande risco de que com um atendimento sem um conhecimento dos procedimentos que devem ser tomados, sejam causados problemas que nos afetariam como um todo.

O manual foi formulado adequando normas de biossegurança usadas na área de saúde ao nosso segmento de trabalho, analisando nossas necessidades específicas, sem no entanto complicar a vida do profissional.

Mallu Santos
Parte 1 – Higiene do estúdio
Superfícies:
As superfícies fixas ( pisos, paredes, tetos, portas, mobiliários, equipamentos e demais instalações) não representam risco significativo de transmissão de infecção para clinicas de tatuagem ou piercing.
Sabe-se que as infecções devem-se, primordialmente, aos fatores inerentes ao próprio paciente( idade, condições clínicas e nutricionais, etc.) e, majoritariamente, e ao procedimento a que o paciente é submetido, ou seja, quanto mais extenso for o trabalho, mais vulnerável ficará seu organismo.
É desnecessária a desinfecção de paredes, corredores, pisos, tetos, janelas, portas, a menos que haja respingo ou deposição de matéria orgânica, quando é recomendada a desinfecção localizada. Existem locais e mobiliários que podem constituir risco de contaminação para pacientes e pessoais, pela presença de descarga de excreta, secreção ou exsudação de material orgânico. Estes locais necessitam de descontaminação antes ou concomitante à limpeza.
As superfícies que estiverem com presença de matéria orgânica em áreas críticas, semi-críticas e não-críticas deverão sofrer processo de desinfecção ou descontaminação localizada e, posteriormente, deve-se realizar a limpeza com água e sabão em toda a superfície, com ou sem auxílio de máquinas. Nestes procedimentos usar os EPI  necessários.

A DESINFECÇÃO será feita da seguinte forma:
- com uso de luvas, retirar o excesso da carga contaminante em papel absorvente;
- desprezar o papel saco plástico de lixo ;
- aplicar, sobre a área atingida, desinfetante adequado e deixar o tempo necessário;
- remover o desinfetante com pano molhado e
- proceder à limpeza com água e sabão no restante da superfície.
 
A DESCONTAMINAÇÃO deve ser feita da seguinte forma:
- aplicar o produto sobre a matéria orgânica e esperar o tempo de ação deste;
- remover o conteúdo descontaminado com auxilio de papel absorvente (usando luvas);
- desprezar no lixo e
- proceder à limpeza usual, com água e sabão, no restante da superfície.
As áreas que permanecem úmidas ou molhadas têm mais condições de albergar e reproduzir germes gram-negativos e fungos; as áreas empoeiradas podem albergar germes gram-positivos, micobactérias e outros. Daí, a necessidade de secar muito bem  as superfícies e artigos, e de ser proibida a VARREDURA SECA em áreas de procedimentos invasivos.
Os mops, esfregões, panos de limpeza e de chão, escovas e baldes deverão ser lavados nas salas de utilidades e/ou na lavanderia, diariamente ou após o uso em locais  contaminados.
Os produtos indicados para desinfecção e descontaminação de superfícies estão referidos mais á frente.
Os passos seqüenciais do processamento de superfícies estão apresentados, resumidamente.

2 - Seleção de desinfetantes
Devem ser levados em consideração os seguintes itens na seleção de desinfetantes/esterilizantes hospitalares e detergentes:
a) Quanto às superfícies, equipamentos e ambiente:
- Natureza da superfície a ser limpa ou desinfetada, e se a mesma pode sofrer corrosão ou ataque químico;
- Tipo e grau de sujidade e sua forma de eliminação;
- Tipo de contaminação e sua forma de eliminação (microorganismo envolvido com ou sem matéria orgânica presente);



- Qualidade de água e sua influencia na limpeza e desinfecção;
- Método de limpeza e desinfecção, tipo de maquinas e acessórios existentes.
Caso o germicida entre em contato direto com funcionários, considerar irritação dérmica e toxicidade;
- Segurança na manipulação e uso.
b) Quanto ao tipo de germicida:
- Tipo de agente químico e concentração;
- Tempo de contato para ação;
- Toxicidade;
- Inativação ou não em presença de matéria orgânica;
- Prazo de validade para uso e estabilidade;
- Condições para uso seguro;
- Necessidade de retirar resíduos após utilização

Álcoois
 

Tipos:

O álcool etílico tem maior atividade germicida, menor custo e toxicidade que o isopropílico. O álcool isopropílico tem ação seletiva para vírus, é mais tóxico e com menor poder germicida que o etílico.

Indicações de uso:

- desinfecção de nível intermediário ou médio de artigos e superfícies: com tempo de exposição de 10 minutos ( 3 aplicações)*, a concentração de 77% volume-volume, que corresponde a 70% em peso;

- descontaminação de superfícies e artigos: mesmo tempo de exposição e concentração da desinfecção.

Os artigos e superfícies que podem ser submetidos são:

- borrifadores

- máquinas de tatuar

- superfícies das bancadas

- superfícies das macas

- superfícies externas de equipamentos metálicos;

*As aplicações devem ser feitas da seguinte forma: friccionar álcool 70%, esperar secar e repetir três vezes a aplicação.
 
Recomendações de uso:

- se adquirido pronto para uso, deve assegurar-se da qualidade do produto;

- imergir ou friccionar o produto na superfície do artigo, deixar secar sozinho e repetir 3 vezes o procedimento, até completar o tempo de ação;



- pode ser usado na desinfecção concorrente ( entre atendimentos);

- é contra-indicado o uso em acrílico, enrijece borrachas e tubos plásticos.
 
Compostos Inorgânicos Liberadores de Cloro Ativo:

• Hipoclorito de Sódio/Cálcio/Lítio

Indicações de uso:

- desinfecção de nível médio de artigos e superfícies;

- descontaminação de superfícies.
 
Tempo de exposição para:
 
- descontaminação de superfícies = 10 minutos, em 1% de cloro ativo ( 10:000 ppm).

Recomendações de uso:

- o uso deste produto é limitado pela presença de matéria orgânica, capacidade corrosiva e descolorante;

- os artigos submetidos até a concentração de 0,02% não necessitam de enxágüe;

- as soluções devem ser estocadas em lugares fechados, frescos, escuros (frascos opacos);

- não utilizar em metais e mármore, pela ação corrosiva.
Fonte: site fonte do saber